Advogada Mariane

Arbitragem no Agronegócio: segurança e velocidade para contratos globais

O agronegócio brasileiro é protagonista mundial. Exportamos soja, milho e farelo para todos os continentes. Mas, junto com oportunidades, surgem também conflitos: preço, qualidade do produto, atrasos logísticos ou descumprimento contratual.


Resolver essas disputas no Poder Judiciário pode levar anos — e tempo é algo que o agro não pode perder. Enquanto isso, crédito trava, exportação encarece e competitividade diminui. É aí que entra a arbitragem: um mecanismo rápido, técnico e confidencial de resolução de conflitos.

Diferente do processo judicial, a arbitragem permite que as partes escolham especialistas no setor (inclusive engenheiros agrônomos ou economistas rurais) para julgar a questão. Resultado: decisões mais céleres, previsíveis e adequadas à realidade do campo.
No comércio internacional de grãos e farelo de soja, por exemplo, a GAFTA (Grain and Feed Trade Association) é referência global.

Suas regras de arbitragem, utilizadas em contratos de grãos e farelos, trazem prazos curtos, previsibilidade e reconhecimento internacional das decisões. Isso significa que um conflito resolvido em Londres pode ser executado no Brasil e vice-versa, garantindo segurança para produtores, tradings e cooperativas.


Arbitragem bem estruturada reduz riscos, preserva relações comerciais e protege margens em um mercado cada vez mais volátil.
Se sua empresa ou cooperativa atua no mercado internacional de commodities, talvez seja hora de perguntar: seus contratos já preveem arbitragem?